Com o aumento das transações online, focar na experiência do cliente pode ser uma forma eficiente de aumentar as vendas em um ambiente tão competitivo
Uma revolução silenciosa tem sido feita dentro do comércio eletrônico brasileiro, impulsionada pela evolução cada vez mais rápida da experiência do usuário (UX). Conforme a tecnologia avança, os consumidores acabam se tornando mais exigentes, e os sites que oferecem um e-commerce seguro, fluido e intuitivo conseguem se destacar da grande concorrência.
Diante deste cenário, segundo dados divulgados por Jacob Nielsen, cofundador da Nielsen Norman Group, empresa americana remota de pesquisa e design UX, um aumento de 10% no orçamento de desenvolvimento de UX pode levar a uma elevação de 83% nas conversões. Portanto, as marcas que investem em uma jornada digital eficiente podem ter um aumento significativo na conversão, na fidelização e na reputação.
Foco no UX para crescimento do e-commerce
Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), somente no Brasil o e-commerce tem uma previsão de atingir R$ 224,7 bilhões em faturamento em 2025. Isso significa um aumento de 10% no comparativo com 2024. Em todo o mundo, no ano de 2029, o varejo digital deve alcançar um valor transacionado de US$ 11,4 trilhões, segundo levantamento da Juniper Research.
Este crescimento foi impulsionado, em grande parte, pela busca de soluções digitais para atender a digitalização cada vez maior de novos públicos. Contudo, isso só é sustentável com investimento em design centrado no usuário, usabilidade e acessibilidade pelo setor.
Grande parte disso se deve a obrigação de o ambiente virtual replicar, ou até mesmo superar, a conveniência das lojas físicas, sendo mais rápido, seguro e personalizado.
Tendências de UX ganham força
A personalização de sites, baseada em dados, navegação simplificada e responsividade, pode ser descrita como uma das principais tendências utilizadas pelas lojas virtuais de alto desempenho. E são estratégias que podem ser usadas independentemente do setor.
Plataformas que possuem design mobile-first, com uso de IAs para prever comportamentos, têm sido grandes destaques no mercado digital. Além disso, ferramentas como realidade aumentada e vídeos demonstrativos vêm ganhando cada vez mais espaço, o que torna a jornada de compra mais interativa e imersiva.
As ferramentas invisíveis também devem ser levadas em consideração. A infraestrutura e a hospedagem garantem estabilidade e velocidade mesmo em momentos de tráfego alto. Uma experiência fluida depende de uma base técnica sólida, que nem sempre o consumidor final consegue perceber, mas que, ainda assim, é decisiva para o engajamento até o final da jornada de compra.
Social commerce e UX integrada
Com a ascensão do social commerce, como o TikTok Shop, os padrões de UX também foram redefinidos. Nestas plataformas, o consumidor espera uma jornada contínua entre o conteúdo e a conversão. Portanto, nestes casos, é necessária uma integração entre storytelling, recomendação de produtos e navegação otimizada, mostrando que o UX sai da esfera do design e abrange toda a construção da experiência digital.
O momento da conversão
Um dos momentos críticos da jornada de compra é o checkout. Isso acontece porque, mesmo após uma navegação agradável, muitas vendas são perdidas neste ponto. Por isso, cada vez mais, as empresas têm investido em soluções para deixar a experiência mais fluída, como preenchimento automático de dados, múltiplas opções de pagamento e confirmação em poucos cliques.
Portanto, em um cenário cada vez mais competitivo, investir em uma jornada de experiência do cliente intuitiva e eficiente conduz com naturalidade o usuário até o checkout, aumentando a taxa de conversão no e-commerce e resultando no sucesso da marca online.






