Michael Campos

Chefe ou Líder: conheça a diferença entre os termos

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    Dentro de uma empresa, uma das maiores conquistas profissionais é subir de cargo. O funcionário que se capacita e se qualifica pode ter a oportunidade de se tornar chefe ou líder. Mas você sabia que esses termos possuem definições diferentes?

    Se você observar o organograma da sua empresa, você vai perceber que existe uma cadeia hierárquica que deve ser respeitada. Os cargos maiores são almejados por muitos e conquistados por quem apresenta diferenciais de liderança e bons rendimentos.

    Atualmente alguns termos têm deixado de ser utilizados na rotina de trabalho, como é o caso do “chefe”, usado para designar algum profissional de cargo superior. Essa palavra, para muitos, soa como antiquada. No lugar, muitos superiores são chamados de gestores.

    Um organograma de uma empresa pode ter diversos cargos, contudo os mais comuns são: 

    • CEO (presidente);
    • Diretor geral;
    • Gestor financeiro;
    • Gestor de marketing;
    • Recursos humanos.

    Evidente que cada empresa vai variar os cargos de acordo com cada porte. Esses são comuns e que, por vezes, precisam chefiar ou liderar equipes quando necessário. Entretanto, conforme mencionado, nem sempre “chefiar” pode soar como aceitável.

    Talvez a banalização da palavra seja por remeter a algo imperativo ou posição de mando. E, nos tempos atuais, esse tipo de conceito tem sido cada vez mais deixado de lado, graças aos novos modelos de trabalho que visam a horizontalidade entre superior e subordinado.

    Um superior de uma empresa que presta serviços de consultoria contra incêndio hoje em dia, por exemplo, escuta muito mais seus subordinados se comparado a décadas atrás. Mas não se engane, ainda existe uma hierarquia, entretanto, muito mais plural e flexível.

    Por esse motivo os conceitos de chefe e líder destoam tanto. Nesse artigo você conhecerá as principais diferenças entre eles.

    Conceito de chefe

    No contexto empresarial, o termo chefe é utilizado para se referir àqueles que estão no topo da hierarquia de uma empresa, isto é, aquele que é responsável por garantir o alcance de metas e cumprimento de funções conforme previamente solicitadas.

    Em termos de personalidade, geralmente o chefe é representado por uma pessoa autoritária que precisa impor respeito para os seus subordinados. Quase sempre trata-se de uma pessoa que conhece as técnicas do setor e usa isso para obtenção de resultados.

    Se esse chefe for responsável por uma fabrica de etiquetas de código de barras, é provável que ele pressione a equipe de vendas para bater a meta pretendida. Não atingindo o rendimento esperado, é provável que ele repense a estratégia para progredir no setor.

    A relação do chefe com as pessoas do setor visa somente a obtenção de resultados. É evidente que existem formas diferentes de chefiar um grupo, mas esse perfil de frieza é muito comum nos mais variados modelos de negócio.

    Aqui o processo é mais importante do que a gestão de pessoas, portanto é bem provável que o chefe seja metódico e categórico quanto às ações a serem feitas.

    Se um fornecedor de climatizadores de ar para lojas tiver um chefe no setor vendas, por exemplo, é possível que ele faça de tudo para bater a meta de vendas do mês. Entretanto, ao mesmo tempo é igualmente possível que ele não crie um vínculo com sua equipe.

    O único vínculo que se mantém durante o processo de condução do chefe é o de temência. A pressão é tanta que os colaboradores temem frustrar seu superior e, portanto, ficam com receio de dar opiniões ou sugestões de melhorias no setor.

    Por isso, condições em que a chefia está no topo do poder hierárquico, embora produtivas, tendem a cair no território da mesmice. Os funcionários fazem os serviços porque devem e sequer possuem participações que gerem impacto positivo na empresa.

    Se um chefe de uma loja de moda esportiva pedir a opinião dos seus subordinados para o lançamento de uma bolsa térmica fitness, é provável que eles não se pronunciem com receio de se prejudicarem, dada a relação desgastante para o cumprimento de metas.

    E veja, o problema não é estabelecer metas, porque, aliás, é sempre importante ter um parâmetro para ampliar os rendimentos da empresa. Contudo o erro está na frieza em lidar com pessoas, muitas vezes com pouquíssima flexibilidade.

    Desse modo, a figura do chefe no mercado é tratada como antiquado. Até porque existem formas de entender melhor as pessoas do setor e traçar estratégias cabíveis para aumentar o desempenho de um time sem precisar recorrer a constante pressão psicológica.

    Conceito de líder

    Não que não haja pressão no ambiente de trabalho, até porque é inevitável. Mas com a figura de um líder à frente do setor, a pressão é diluída no meio de uma equipe inspirada e motivada. Um bom líder tem a compreensão de que se tratam de pessoas, e não números.

    Os números são consequência de um bom trabalho interno. Se antes havia temência, aqui o que se tem é confiança. O líder faz com que as tarefas sejam realizadas com fluidez e com a certificação de que, se um dos braços da equipe cair de rendimento, outro irá supri-lo.

    Uma das principais características de um bom líder é o conhecimento no trato com o grupo. É imprescindível que um líder tenha senso de coletividade para conseguir gerir com eficiência sua equipe, de modo que a experiência seja positiva para ambos os lados.

    Se uma loja de utilidades quiser fazer uma campanha de lançamento de um novo produto do catálogo, uma capa para piscina onde comprar, e o líder comercial precisar a todo custo bater as metas, ele certamente vai escutar seu grupo antes de começar as vendas.

    Isso porque outra particularidade que vale destaque no perfil de liderança é o diálogo bilateral, isto é, onde ambas as partes participam e interagem para maior compreensão da mensagem. Uma boa via de diálogo faz toda a diferença para um negócio rentável.

    Um funcionário de uma empresa que presta serviços de instalação de aquecedor solar teria liberdade para sugerir novas metodologias de instalação, de modo que o processo de execução seja acelerado. Desse modo, é possível criar um ambiente mais produtivo.

    O líder precisa ser, necessariamente, uma pessoa observadora. É importante analisar cada pessoa do setor, entender as carências e compreender qual é o principal ponto forte. Somente assim será possível criar práticas compatíveis com o que se pode produzir ali.

    Mesmo em um setor onde todos os colaboradores exercem a mesma função, isto é, fazem o licenciamento ambiental simplificado, por exemplo, é importante ver as dificuldades de cada um para ampliar o rendimento. Afinal, observar é crucial para o crescimento do setor.

    O líder precisa ser alguém influente para os seus colaboradores, isso porque eles precisam ter a confiança de que essa figura irá os conduzir rumo à produtividade. Ninguém segue quem não passa credibilidade, desse modo isso deve ser bem pensado durante a escolha.

    Compete ao líder criar um ambiente de trabalho dinâmico que estimule a criatividade. Só assim os funcionários irão encarar a jornada de trabalho de forma menos monótona e desgastante. Isso serve para fortalecer os vínculos e encurtar espaços sociais.

    Ao contrário do chefe, o líder promove a mudança a partir da coletividade, apostando no potencial de cada um. No fim das contas, isso faz toda a diferença para quem sente falta de uma figura “mais humana” num posto de poder.

    Afinal, minha empresa precisa de um chefe ou um líder?

    Ficou evidente que a figura de chefe, onde os seus subordinados são apenas ferramentas para obtenção de resultado, já são encarados como antiquados dentro dos modelos de negócio. Esse perfil é datado e tende a ser cada vez menos comum no mercado.

    Chefiar um setor, portanto, não parece ser vantajoso no médio e longo prazo, ainda mais se você pensa na longevidade do seu setor. O excesso de pressão acaba criando um ambiente hostil para se trabalhar e, certamente, isso terá impacto na sua produtividade.

    Contudo, a figura do líder merece ser cada vez mais explorada, porque esse tipo de profissional trata as pessoas como elas devem ser tratadas. Em teoria, isso deveria ser comum, mas infelizmente na prática não é o que ocorre.

    Se uma empresa que trabalha com instalação de ar condicionado industrial passou anos com a figura de um chefe no setor de logística, quando migra para um gestor com o perfil de liderança, o setor passa a fluir naturalmente e os resultados começam a acontecer.

    Não é muito difícil compreender qual dos dois funcionaria melhor no seu modelo de negócio, pois é evidente que o perfil de liderança. Entretanto, dessa vez você não vai mais utilizar esses termos como sendo sinônimos. Definitivamente eles não são a mesma coisa!

     

    Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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